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12/ago

Troque lixo por livros

O Brasil colocou fora cerca de 76 milhões de toneladas de lixo em 2013. Embalagens, restos de alimentos e outros materiais que poderiam ter tido 30% de reaproveitamento, mas só 3% foram para a reciclagem. E cada brasileiro segue produzindo um quilo de lixo por dia.

Iniciativas engajando pessoas, comunidades e empresas a reduzir a geração de resíduos e estimular o reaproveitamento, a reciclagem e a compostagem são o que podem ajudar a solucionar esse problema que muitos não estão nem aí.

Um projeto intitulado Troca Solidária já dá descontos na conta de luz em oito estados brasileiros em troca de lixo reciclável ou orgânico chegou agora em Porto Alegre. A capital gaúcha vai doar livros ou alimentos para quem trouxer materiais recicláveis, por meio do projeto.

O Troca Solidária vai funcionar em Porto Alegre da seguinte forma: basta levar ao ponto de coleta quatro quilos de recicláveis – metais, plásticos, vidros, papéis e embalagens longa vida – e trocá-los por um quilo de hortifrutigranjeiros ou dois livros (doados pela Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais), sendo que uma das obras fica para o acervo da biblioteca de uma escola participante.

No início, o projeto piloto, que começou em dezembro passado, trocava resíduos apenas por comida. Deu tão certo que, em março deste ano, tornou-se um programa permanente do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da cidade. Agora, o programa está em nova fase e também pretende incentivar a população a ler, por meio da troca de lixo por livros.

557 livros doados

A última edição do projeto aconteceu no início de agosto em dois locais: em uma escola municipal do bairro de São José e em uma comunidade na Restinga. Foram trocados 305 quilos de materiais por 557 livros, distribuídos aos participantes e à biblioteca da escola que recebeu o projeto.

Além disso, o DMLU eliminou um foco de lixo no entorno da escola que sediou a última edição do projeto. O lugar ganhou até um jardim, que será cuidado pelos professores e alunos a fim de evitar que o espaço volte a ser mal utilizado.

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