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Exercitar músculos pode não alterar o peso, mas faz diminuir as medidas

Segundo Gustavo Magliocca e Fernanda Lima, médicos do esporte, para ser saudável e resistente, o corpo deve ter de 80% a 82% de músculos e apenas de 18% a 20% de gorduras. Ter a musculatura forte e desenvolvida é importante para sustentar os ossos e prevenir fraturas.

Ao exercitar os músculos, a pessoa pode continuar com o mesmo peso, mas pode perder medidas. Dois indivíduos que possuem o mesmo peso podem ter a aparência diferente, e isso significa que um tem mais músculos do que o outro já que, por exemplo, a gordura ocupa mais espaço no corpo e pode se concentrar na barriga.

Estudos recentes mostram que exercitar a musculatura estimula a produção de substâncias que defendem o organismo de invasores e ainda aumenta a produção de hormônios que auxiliam no metabolismo da glicose e das gorduras. Além disso, ter os músculos desenvolvidos garante um envelhecimento ativo, com mais autonomia e também uma melhora na autoestima já que ajudam no contorno do corpo.

Porém, é importante alertar também que o desenvolvimento muscular é diferente para cada pessoa. Ele depende muito de fatores genéticos, como do biotipo e também da quantidade de fibras musculares do corpo. Fibras do tipo 1 são aeróbias, de pouca força e resistência, já fibras do tipo 2 têm ação rápida, de força e explosão – quem tem mais o primeiro tipo consegue desenvolver mais os músculos.

Existem opções dentro da musculação que oferecem menos riscos às articulações, como os aparelhos pneumáticos que visam preservar a saúde dos músculos, não desenvolvê-los, assim como os exercícios funcionais, que causam desequilíbrio e exigem controle e força muscular.

Pessoas que têm entre 20 e 35 anos estão no auge do desenvolvimento muscular do corpo. A partir dessa idade, tanto o homem como a mulher começam a ter uma perda gradual, principalmente se forem sedentários. A falta de exercícios para essas pessoas pode desenvolver a sarcopenia, uma doença provocada pela perda da massa magra e da função muscular.

É comum que durante o verão as pessoas se reúnam para jogar futebol, nadar no mar e passear com os amigos. Porém, com todo esse gasto de energia, é importante não esquecer da alimentação. Ficar sem comer pode levar a uma hipoglicemia, que causa tontura, mal-estar e também enjôo.

Para evitar isso, o ginecologista José Bento recomenda o picolé, principalmente os de frutas cítricas. Ele aumenta a irrigação das papilas gustativas e também diminui o peristaltismo intestinal, responsável pelo enjôo. Inclusive as mulheres grávidas podem usar essa dica para se manterem hidratadas e saudáveis no calor.

Devido às chuvas, muito comuns durante o verão, outros malefícios podem se manifestar na saúde das pessoas. O infectologista Caio Rosenthal dá algumas dicas de como se cuidar e prevenir doenças nessa época: Em primeiro lugar, é importante estar com a vacina contra o tétano em dia, disponível em todos os postos de saúde. Como os alagamentos são imprevisíveis, a prevenção é mais difícil – não dá para evitar o contato com a água, mas ao chegar em casa, a pessoa deve tomar banho para eliminar a sujeira. Como medida preventiva, ao saber que pode chover, é recomendado afastar o lixo de casa para que, em caso de alagamento, os entulhos não voltem e tragam substâncias que podem causar doenças.

Adaptado via Bem Estar

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