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Entenda a diferença entre água mineral e água de rios e lagos

A qualidade da água que é consumida reflete diretamente na saúde do consumidor. Por isso a importância de ficar atento e saber sobre a origem e a melhor forma de cuidar dessa substância essencial à vida. O biólogo Pedro Zagatto explica que nem todas as águas são iguais: a oriunda de mina (mineral), não passa por qualquer tipo de tratamento e possui menor diversidade de minerais do que aquela proveniente de rios e represas, que é captada e distribuída à população após tratamento.

“A água mineral tem origem em uma fonte única, então pode apresentar baixa quantidade de elementos naturais, como cálcio e magnésio. Por isso, só pode ser comercializada se possuir sais minerais em quantidades mínimas estabelecidas por lei”, afirma. É o caso, por exemplo, da Itati, que é comercializada com todos os sais minerais dentro da quantidade estabelecida na lei.

Já a água de rio, possui, em sua maioria, composição homogênea, com alta diversidade de elementos naturais e essenciais, já que é enriquecida naturalmente pelos sais minerais retirados das rochas e sedimentos. Até chegar ao consumidor, a água passa por um longo processo de tratamento, que deve atender os padrões estabelecidos pela legislação. Entretanto, a rede de distribuição por onde passa a água tratada pode sofrer quebra e infiltração, por isso é importante que a água seja filtrada em casa.

Uma forma de tratar esta água em casa é fervendo, pois elimina micro-organismos, mas altera o sabor da água. Por isso Zagatto recomenda o tradicional “filtro de barro”, feito de argila, que filtra as partículas, e de carvão, que retém substâncias orgânicas. Assim, é possível consumir um produto com mais qualidade e rico em sais minerais. No caso da água mineral, não é necessário filtrar, podendo ser consumida diretamente do bebedouro ou garrafão, desde que devidamente higienizados.

No Brasil, a portaria 518 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estabelece as normas de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano, que não deve ter, por exemplo, sabor e odor. O consumo de água não tratada pode causar diversas doenças, como diarreia e amebíase. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o consumo de água contaminada no país já provocou doenças em cerca de dez mil brasileiros, entre 1999 e 2008.

Adaptado via Revista Ecoturismo

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