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29/out

Cadeirantes também precisam de exercícios físicos

O exercício físico é fundamental na busca pela saúde e bem estar. Ajuda a manter a forma, além de prevenir contra doenças circulatórias, cardíacas e obesidade. Mas os cadeirantes, pessoas que sofreram lesões mais graves e necessitam constantemente de cadeira de rodas, também podem se exercitar?

Não só podem, como devem! Seguindo uma boa orientação profissional, que se encarregará dos exercícios certos, o cadeirante poderá viver uma vida ativa e longe do sedentarismo.

No Brasil, 10 mil casos novos de lesão medular aparecem a cada ano, a maior parte causada pela violência no país. O uso de armas de fogo é responsável por 46% desses casos, segundo dados da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA).

Na grande parte dos usuários de cadeira de rodas, percebe-se que a circulação passa a ser prejudicada, já que a pessoa fica na posição sentada o tempo todo. A indicação é que, com a ajuda de alguém, o cadeirante passe a colocar as pernas para cima, mesmo no trabalho, e a praticar atividades físicas.

Em alguns casos, as pessoas adaptam seu ambiente de trabalhando, com banquetas ou banquinhos sob medida, embaixo de mesas de trabalho, no escritório, próprias para colocar as pernas esticadas. Em casa, sofás com chaise ou divãs permitem ao cadeirante estar em meio aos parentes e amigos e não o tempo todo na cama. Dessa forma, a saúde mental também é exercitada. Além desses pequenos passos, a hidroterapia também auxilia na melhora da circulação em diversos tipos de lesões.

De acordo com o médico fisiatra André Sugawara, do IMREA, a maior parte das pessoas com deficiência está sedentária e apenas 15% são ativas. Das pessoas que começam uma atividade, 75% abandonam no primeiro ano.

Sugawara diz que os principais motivos do abandono são medo de cair; desconhecimento de que deve e precisa fazer atividade física; falta de acessibilidade; e barreiras impostas por outras pessoas, que passam a encarar o cadeirante como doente e não como um cidadão habitual.

“Com certeza, o fator atitudinal é maior que o fator físico. Se o cadeirante vai a um clube e as pessoas que estão lá têm preconceito, ele não vai conseguir desempenhar sua função de uma forma satisfatória e acaba desistindo”.

O cadeirante pode começar do básico, que é ir “tocando” a cadeira de rodas e mantendo a atividade dos membros superiores, segundo a indicação do médico do IMREA.

“Ele pode, depois, executar uma série de exercícios domiciliares como flexão de braço, abdominais, exercícios de tronco. Recomendamos que substitua o lazer passivo pelo lazer ativo, brincar com filhos e amigos. Frequentar museus e praças é melhor do que só ver televisão.”

Fonte: Coração & Vida.

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