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Bicicleta é uma das prioridades no Plano de Mobilidade Urbana de SP

O Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo irá contemplar projetos para melhorar a estrutura cicloviária e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. Apresentado recentemente pela prefeitura da capital paulista, a proposta do plano é criar um modelo de mobilidade urbana que priorize o transporte coletivo e as opções de modais não motorizados, que promovem ganhos ambientais, econômicos, sociais e de saúde aos usuários e à cidade.

O documento deve colocar em prática algumas medidas para fomentar o uso da bicicleta. Algumas das mais importantes estão ligadas à infraestrutura e à educação. Em termos de pistas exclusivas, os objetivos são divididos em períodos. Até o final de 2016, a cidade deve ter, ao menos, 220 km de ciclovias, incorporadas à malha já existente, e mais 40 novos quilômetros instaladas em corredores de ônibus.

Em 2024 a cidade já deverá contar com 450 km de ciclovias em corredores de transporte coletivo e outros 400 na malha existente. Por fim, em 2030, São Paulo deverá contabilizar mais 50 km de ciclovias em corredores e outros cem novos na malha cicloviária.

O programa ainda prevê que todas as novas obras, de construção e alargamento de vias, pontes, viadutos e passagens subterrâneas incluam faixas exclusivas para bicicletas desde o projeto. Além disso, as estruturas já existentes deverão passar por adaptações, para que tenham espaços adequados para a passagem segura de pedestres e ciclistas.

Bicicletas Compartilhadas

Considerada um meio de transporte bastante democrático e de fácil acesso, a bicicleta, deve estar acessível a todos. Por isso, a prefeitura de São Paulo pretende expandir e universalizar o sistema de compartilhamento de bicicletas.

A cidade já possui algumas estações de empréstimo espalhadas pelas regiões próximas às ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. O intuito é chegar a 2030 com o sistema abrangendo 100% do território paulistano. Além de aumentar a capacidade, existe o projeto de integrá-lo ao transporte coletivo da cidade, com o cidadão usando apenas o seu próprio Bilhete Único (vale transporte municipal) para retirar as bicicletas nas estações.

Intermodalidade

Segundo o Plano de Mobilidade, a bicicleta deve estar totalmente integrada aos transportes coletivos. Por isso, ele inclui a criação de paraciclos e bicicletários nas estações de trens, metrôs e terminais de ônibus, para facilitar a mescla entre os diferentes meios de transporte. Também foram incluídas alternativas que facilitam aos ciclistas carregarem as suas bicicletas mesmo quando estiverem usando o transporte público.

Educação

Apenas a estrutura física e as sinalizações não são suficientes para garantir a segurança e a popularização no uso da bicicleta como meio de transporte. Portanto, o Plano prevê ações educativas, que buscam informar e conscientizar os condutores de veículos automotivos, bem como os ciclistas. Os programas também devem promover a reflexão sobre os benefícios do uso da bicicleta e os comportamentos de respeito aos ciclistas e demais usuários da via.

Fonte: Redação CicloVivo

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